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PARABÉNS AOS ATLETAS SCHEIDT E PRADA!!!

Com o resultado, Robert entra para a história da vela mundial como maior medalhista olímpico, com cinco pódios, ao lado de Torben Grael e Ben Ainslie.
Com uma medalha já garantida, o dia era de “tudo ou nada” para Robert Scheidt e Bruno Prada em busca do ouro. A dupla tricampeã mundial da Star foi para a disputa da Medal Race, neste domingo (5/8), nas águas de Weymouth, com uma estratégia arriscada, que acabou rendendo o sétimo lugar na disputa e o bronze olímpico. O ouro ficou com os suecos Fredrik Loof e Max Salminen, vencedores da regata. Os britânicos Iain Percy e Andrew Simpson, que perderam uma posição para os brasileiros na linha de chegada, conquistaram a prata.
A Sta. sabe bem o quanto os atletas treinaram forte para estes Jogos Olímpicos, inclusive usaram os tecidos Sta. e seus uniformes de treino e diversas competições!
Esta é a segunda medalha da dupla brasileira em Jogos Olímpicos e a quinta consecutiva de Robert Scheidt. Com dois ouros (na Laser, em Atlanta/1996 e Atenas/2004), duas pratas (na Laser, em Sydney/2000, e na Star, em Pequim/2008) e o bronze em Londres/2012, o velejador é o primeiro brasileiro a conquistar cinco medalhas olímpicas consecutivas. E se junta aos outros três grandes nomes da história da vela mundial em olimpíadas. O brasileiro Torben Grael, também tem cinco medalhas olímpicas, sendo dois ouros, dois bronzes e uma prata; o dinamarquês Paul Elvstrom, é dono de quatro ouros, conquistados nos Jogos de 1948, 1952, 1956 e 1960 e o inglês Ben Ainslie, que tem quatro ouros e uma prata, o último ouro também conquistado neste domingo na classe Finn.
“Estou muito honrado. São cinco medalhas em cinco Olimpíadas. Algo muito difícil de se fazer quando se pensa em quanto tempo isto leva. Ainda não penso em parar e quero tentar mais uma medalha no Rio de Janeiro”, disse Scheidt.
“Fazer dupla com o Robert é como se eu jogasse futebol no time do Pelé. É muito prazeroso velejar com ele, um cara muito exigente. A gente é amigo de infância e por isso tudo fica mais fácil”, destacou Bruno Prada, sobre a parceria vitoriosa que os dois mantêm desde 2001 e que rendeu ao proeiro sua segunda medalha olímpica.
Brasileiros, suecos e britânicos chegaram neste último dia de competição já com a medalha garantida. A briga entre os três na Medal Race, regata com pontuação dobrada disputada apenas pelos dez primeiros colocados, definiria as posições de cada um no pódio. Para garantir o ouro, Scheidt e Prada teriam que chegar quatro posições à frente dos ingleses e ao menos uma à frente dos suecos. Apesar de saber que não seria fácil, a dupla do Brasil foi para o tudo ou nada e optou por uma estratégia ousada.
“Foi um dia de emoções meio diferentes. Tínhamos a esperança de chegar ao ouro, mas fizemos algumas escolhas táticas erradas. Eu tinha certeza que o lado esquerdo seria melhor, porém o vento entrou pelo lado direto, onde estava o sueco. Queríamos superar a medalha de prata de Pequim, mas vamos voltar de cabeça erguida para o Brasil, com a medalha de bronze no peito. Os suecos velejaram bem e estão de parabéns”, disse Scheidt.
A briga entre brasileiros e britânicos começou já na largada, com os dois muito próximos pelo meio da linha e seguindo pelo lado esquerdo da raia. Os suecos optaram pelo lado direito e assumiram a liderança da flotilha. Na primeira boia, os brasileiros montaram na oitava colocação, com britânicos em quinto. Scheidt e Prada subiram para quinto no gate de popa, colados nos britânicos, em quarto. Nas quatro pernas seguintes os brasileiros chegaram a cair para a nona colocação, mas acabaram levando a melhor na briga com os ingleses, cruzando a linha na sétima posição, uma à frente de Percy e Simpson.
A Medal Race foi disputada em um percurso menor do que as outras 10 regatas do calendário, com vento de 11 nós. Com a raia olímpica localizada mais próxima da terra, pôde ser acompanhada por um grande público.

Resultado final após dez regatas e a medal race
1. Fredrik Loof e Max Salminen, SUE, [(10)+4+4+1+5+3+4+1+2+6+2], 32 pp
2. Iain Percy e Andrew Simpson, GBR, [(11)+2+3+2+1+2+1+2+1+4+16], 34 pontos perdidos
3. Robert Scheidt e Bruno Prada, BRA, [4+1+(9)+6+2+1+3+5+1+3+14], 40 pp
4. Eividin Melleby e Petter Pedersen, NOR, [7+5+2+4+(16)+11+8+4+7+5+10], 63 pp
5. Hamish Pepper e Jim Turner, NZL, [(15)+7+1+13+6+5+9+8+8+9+4], 70 pp
6. Robert Stanjek e Frithjof Kleen, GER, [6+9+8+7+4+6+(17)+11+9+4+6], 70 pp
7. Mark Mendelblatt e Brian Fatih, USA, [5+(14)+5+3+8+9+5+10+3+11+12], 71 pp
8. Mateusz Kusznierewicz e Dominik Zycki, POL, [9+3+12+10+3+4+2+9+(13)+2+18], 72 pp
9. Xavier Rohart e Pierre Alexis Ponsot, FRA, [1+13+10+11+12+(14)+11+6+6+8+8], 86 pp
10. Michael Hestbaeck e Claus Olesen, DEN, [12+11+13+(14)+13+7+6+3+14+10], 89 pp

Ciclo olímpico perfeito
O bronze conquistado nas águas de Weymouth encerra um ciclo olímpico considerado perfeito. Entre a medalha de prata em Pequim/2008 e a disputa deste domingo em Weymouth, o período foi de amadurecimento para Robert Scheidt e Bruno Prada, que somam 52 vitórias em onze anos de parceria, e de conquistas importantes para a vela brasileira. Os dois se mantiveram na liderança do ranking mundial da Star por 21 meses, entre julho de 2010 e abril deste ano (apenas durante o mês de dezembro de 2011, por não competirem, deixaram o posto). O domínio da classe tornou-se ainda mais evidente em abril, quando os dois somaram apenas primeiros lugares entre os sete resultados mais importantes para a classificação no ranking – um feito inédito na história da vela no mundo.
Scheidt e Prada conquistaram 11 vitórias seguidas entre maio de 2011 e abril deste ano, sequência só interrompida na Semana Olímpica Francesa, em Hyères. Também em Hyères, em maio, os dois venceram o Mundial da Star e entraram para a história da vela brasileira como os primeiros tricampeões mundiais da classe. Além deles, só uma dupla, os italianos Agostino Straulino e Nicolo Rode, ganhou, velejando junta, três títulos mundiais (1952, 1953 e 1956).

Fonte: Local da Comunicação
Fotos: Google

Postado em: 06/08/2012

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