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MADAME GRÈS

O que tem Madame Grès e Antoine Bourdelle em comum? Neste momento, um espaço. Graças à genialidade do curador Olivier Saillard os deslumbrantes drapeados, feitos por quem sempre quis ser uma escultora, vivem, até 28 de agosto, ao lado de estátuas monumentais do início do século XX.

Madame Grès dizia que “esculpir” o tecido ou a pedra era a mesma coisa. Em um belo vídeo da exposição, ela conta como assim que vê um tecido sabe já como será o vestido. Com dedos hábeis e expertos, cria minipregas arredondadas com alfinetes que sacava de uma bolsinha pendurada na cintura. O resultado, mesmo que exigisse metros e metros de tecido, era leve e ultrafeminino. Algo nunca visto antes, só nas antigas esculturas gregas.

Até hoje a influência da estilista, que trabalhou por 55 anos, é enormemente importante.

A escolha de expor os vestidos ao lado de obras e gessos de esculturas monumentais por um importante artista francês quase contemporâneo de Madame Grès é genial. O contraste potencializa as roupas enquanto elas “vivem” perfeitamente ao lado das esculturas imponentes sem perder o aplomb.

Tirar essas fotos foi para mim um presente. A luz, o ambiente (estrutura dos anos 60 construída para ser o Museu Bourdelle), o contraste da pedra com o tecido, do cinza com as cores fortes revelam e dão ênfase à beleza de cada estátua, de cada vestido e também ao novo conjunto.

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http://www.consueloblog.com/?p=7320

Consuelo Pascolato Blocker
Postado em: 15/07/2011

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