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FIBRAS CELULÓSICAS

O consultor têxtil da Lenzing Fibers, Franz Martin Haemmerle, apresentou um estudo chamado Celulosic Gap – The future demand for cellulose fibers, no qual relata que em um futuro não muito distante haverá uma enorme escassez de terras férteis. Isso influenciará o modo de produção de diversos itens do nosso dia a dia, inclusive os tecidos.

A terra arável, cultivada para cultura do algodão e outros itens, vem sendo perdida à taxa de 10 a 20 milhões de hectares por ano (cerca de 1% da terra arável total). Plantações de linho, algodão, e outras culturas não-alimentares cada vez mais cederão espaço para a plantação de alimentos, já que a previsão é que, em 2030, a população mundial chegue 8,3 bilhões.

Muitos produtores de algodão nos Estados Unidos já abandonaram o cultivo de algodão por considerarem que o plantio de alimentos traz mais renda e é mais seguro. Isso faz com que as fibras celulósicas, como o Lenzing Modal®, sejam as principais alternativas no mercado de fibras têxteis, já que elas possuem inúmeras aplicações. Seus atributos de economia e rentabilidade também são grandes atrativos para um mercado que cada vez mais se preocupa com a produção sustentável.

Enquanto a produção de algodão é fortemente dependente de elementos como o sistema de cultivo, manejo de pragas e forte consumo de água, as fibras de celulose vão na contramão desse sistema. Por ter como matéria-prima árvores que crescem em florestas e não dependem de terra arável, o Lenzing Modal® é uma fibra realmente ecológica, já que também não precisa de pesticidas e fertilizantes. Para produzir um quilo de algodão é necessário entre 15 e 35 vezes mais água do que para a produção de fibras, como o Lenzing Modal®.

Isso demonstra que tecelagens, como a Santaconstancia, caminham à frente das demais por oferecer aos clientes produtos que utilizam uma tecnologia avançada, sustentável e que, acima de tudo, traz uma série de benefícios ao consumidor final e ao planeta.

Postado em: 12/03/2015

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