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CONSUMO CONSCIENTE

Estive em Berkeley, Califórnia, cidade pequena e cheia de pequenos-grandes ensinamentos para o dia a dia. Muitos alimentos orgânicos e muitas cooperativas. Tudo se recicla e, nas compras, nada de sacolinhas de plástico, papel ou pano. Bárbaro!

Muitas bicicletas e gente bem-humorada por todos os lados. Fiz um estágio no Chez Panisse, da Alice Waters. É um restaurante que cultiva muito seus produtos e tudo é orgânico. Slow food, uma cozinha meditativa, sem pressa. Simples e sofisticada. O slow food nos ensina a lidar com os produtos alimentares da mesma forma que lidamos com as pessoas. Temos obrigação de saber de onde vêm os ovos que comemos, de como vive o frango: confinado ou em um sítio? Qual é o seu habitat, afinal? E o peixe? E o pimentão? E a cenoura?

Um dia ficamos quase 10 horas em pé, limpando cogumelos morilles (orgânico e americano, cheio de crateras, vitaminas e minerais), caranguejos, aspargos, etc. A melhor hora era quando íamos jantar. Sentávamos na cozinha com toalha de linho e comíamos as especialidades do dia regadas por um supervinho! Lembro-me de ter tomado uma inspiradora sopa de coco com curry, abacate, shitake e coentro e uma saladinha com arroz butanes, manjericão, menta, cajus chiles e tomates.

Estive em uma Elementary School e sabe o que as crianças estavam comendo (Alice Waters influenciou muito as escolas nisso)? Couscous marroquino, tofú com vegetais e especiarias e salada. Havia crianças americanas, chinesas, negras, japonesas e duas escandinavas. Acho importante uma criança aprender a comer de tudo, porque elas serão adultos mais entusiasmados com seu paladar – no mínimo.

Para terminar, estava de bike e li em um pequeno outdoor: “where does money go anyway?” O melhor investimento é descobrir e fazer o que amamos. Assim doamos o que temos de melhor. Acho que é por aí a navegação!

www.neka.com.br

 

Postado em: 30/06/2011

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